segunda-feira, 19 de novembro de 2012

ser cristão

não tem sido fácil ser cristão nos últimos tempos. mas eu entendo, por um lado não sei se fui eu quem tomei essa decisão, ou se foi (mais) uma das decisões dos meus pais sobre a minha vida. mas isso não vem ao caso. vem ao caso q eu ja estou na idade de decidir coisas, e decidi ser cristão. talvez, se tivesse nascido em um lar espírita, ou católico, não mudaria para ser cristão, pq é mt cômodo viver sempre na mesma religião, e na mesma religião q todos os seus familiares. milhares de perguntas são anuladas, não são feitas, e vc nao fica sendo a ovelha negra da família - pelo menos não no aspecto religioso.
o que convém para o momento é: não está fácil ser cristão. você pode se perguntar o motivo de eu usar os dois verbos "estar" e "ser" e não substituí-los apenas por "é", mas eu não devia me importar com sua opinião, acontece q eu me importo e explico: não está fácil. antes era. agora, não está. talvez amanhã volte a ser fácil ser cristão. mas por hora, não está.
quando se opta pela vida cristã uma das primeiras coisas que se aprende é um verbo simples, de fácil conjugação, e q parece de fácil prática, quando, no super mercado vc esbarra em alguém e apenas diz "perdão", e nem olha no rosto daquela senhora gorda mãe de duas filhas comprando três caixas de leite. Perdoar. este é o verbo. é uma das primeiras coisas que aprendemos na vida cristã, pq desde pequenos aprendemos q Jesus morreu na cruz para perdoar os nossos pecados. em uma frase parece realmente simples "Jesus morreu na cruz para perdoar os nossos pecados", mas, pera aí, na vida real isso não é muito simples. vou contar a historia desde o começo, and it's not easy for me.
eu sou gay. desde os 14 anos. desde novembro de 2005, quando senti q aquele amigo era mais q um amigo. meus pais vieram a descobrir num domingo q nós aqui de casa não fomos à igreja, pq estávamos com preguiça. era 14 de outubro de 2007. não foi fácil, e as vezes não é fácil. mas hoje em dia é mais fácil ser gay do que cristão. quando meus pais descobriram foi bem complicado, entretanto, que foi mais racional nas palavras foi o meu pai. a minha mãe, histérica & dramática apenas berrou, se trancou no quarto e se fingiu de morta por uma semana. sendo que todas as vezes q dirigiu a palavra a mim foi apenas para falar absurdos. ok. anos se passaram, a política "don't ask, don't tell" reina aqui em casa e no resto da família. e ok, é fácil. mas não é essa a história de hoje. (fim do prelúdio).
Há 6 meses descobrimos que meu pai tinha um caso extraconjugal. um caso extraconjugal com uma menina de 18 anos. eu sou o filho mais novo: tenho 21 anos. meu pai teve uma amante com uma idade que nem eu pegaria. ele tem 50 anos. não é pedofilia, não é estupro consentido. é permitido por lei. adultério não é mais crime, e se fosse, nunca conseguiríamos uma condenação dele por tal ato pelas leis brasileiras, pois para configurar crime, era necessário o devido flagrante. e como pegaríamos meu pai no flagra se o caso era e belém do pará? o motivo dessa história é: devo perdoar meu pai por um caso extraconjugal porque ele foi mais paciente ao saber sobre minha orientação sexual? a minha mãe está louca. overdoses de calmante não a fazem dormir. conseqüentemente ela está deixando todos loucos. em relação a ela é fácil, devo ser paciente, bondoso, ajudá-la no que for preciso, and honestly, I've been trying too hard. entretanto, o problema é em relação ao meu pai. enquanto ele estava longe, era simples, eu fingia q nada tinha acontecido e ligava para pedir dinheiro, apenas. mas agora. ele está aqui, e o problema está todo aqui. não está fácil ser cristão e não está fácil saber qual tipo de postura devo tomar. devo ser do time q quer o divórcio e q não quer nunca mais vê-lo, ou devo ser do time cristão e perdoá-lo, por mais absurdo q isso possa parecer, foi para pensar assim q eu fui criado. não é fácil pensar em perdoá-lo. ele sempre foi um ícone para mim, sempre pensei nele como um herói. uma pessoa q literalmente saiu da favela e conseguiu se formar em duas faculdades, tem um bom apartamento, mantém a casa, sustenta três filhos, os três com boa faculdade, e nunca teve nada de imoral para ser questionado em sua vida. minha vó o levou à igreja no início da adolescência e de lá ele nunca saiu. tem dois irmãos pastores e uma família incrível, ótima, louca, como toda a família. todos cristãos. mas agora, aos 50 anos, ele fez isso. e não foi apenas uma vez q ele se encontrou com a menina. foram meses. foi uma vida dupla. foi o suficiente para destruir tudo o q eu construí sobre ele, o suficiente para acabar com a vida da minha mãe, e para acabar com tudo o q tínhamos construído sobre a imagem dele de excelente (?) pai, excelente marido, cristão exemplar, e tudo mais. apenas não sei como lidar.
o meu chip, aqui dentro, foi programado para ser cristão, e assim, aprendi q devo sempre perdoar, por pior q seja o q a pessoa fez. mas, como perdoar uma traição assim. parece idiota, mas não é. devo perdoá-lo por ele ter me "aceitado"? como vou eu colocá-lo agora porta a fora, se anos atrás ele não fez isso cmg? como seguir em frente?
esta é a conclusão: não está fácil ser cristão nos dias atuais. não está fácil pensar em perdoar o maior crime moral q eu ja vi. não é fácil perdoar quando é no seu quintal. não é fácil ser cristão. não é fácil conviver com essa maré de dúvidas. não é fácil.

domingo, 1 de maio de 2011

a questão é q eu só me sinto como um peixe fora d'água, e vivo numa constante dúvida, se me torno um menino normal com uma camiseta da abercrombie e músculos definidos, ou se eu grito bem alto essa minha diferença com uma roupa de ombreiras gigantescas, um salto gigantesco, uma maquiagem de caveira e vou à aula assim. na verdade, eu acho q tanto faz se eu estiver vestido como um cara normal,ou se estiver vestido de lady gaga, eu sinto aqui dentro, bem dentro, q no fundo, no fundo, esse mundo não é pra mim, ok, i was born this way e oh, there's no other way, baby i was born this way, mas, me sentir assim chega a doer fisicamente, e na maioria das vezes eu só queria sair correndo e entrar embaixo da minha cama, me esocnder e chorar o dia inteiro, sem ninguém perceber, pq na maior parte do tempo, quando não estou sendo feito de escravo/palhaço, na maior parte do tempo, eu só queria estar era aqui, trancado no meu quarto, sem ninguém, sozinho e me deixa, eu quero ficar sozinho.

sábado, 30 de abril de 2011

há muito tempo eu não venho aqui, e uma das razões (vou fechar a porta) e uma das razões é q há muito tempo eu não olho mais pra mim mesmo; qur dizer, olhar eu olho, no espelho, pra ver aquela espinha nova, ou então pra ver se Já está na hora de fazer a barba mais uma vez, q droga, o q eu quero dizer, se é q vc aind anão entendeu, é q eu não olho mais pra mim mesmo. nem pra mim, e nem pra ninguém. e eu sinto como se também ninguém mais olhasse pra mim. olham, olhar, olham, mas olham pra ver Como aquele menino engordou, ou como ele come, ou a roupa q ele está vestindo, mas ninguém olha com gente, pq aquele menino sorri tanto, falatanta piada, como ele güenta? desculpa, não é nada disso q eu queria dizer. eu só queria dizer q dentro de mim tem um vulcão precisando sair. um vulcão. uma hora dessas eu vou acabar explodindo, ou por comer demais, ou por guardar tantas palavras, tanto choro, tanta raiva, tantas coisas. a inspiração não veio, eu já volto...

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Senhor,

sabe, acabo de ir à cozinha da minha casa e me surpreender: havia uma mosca voando. comecei então uma tentativa de matá-la, ou de guiá-la até a janela e aí ela não precisaria ser morta. acotneceu q no meio desse conflito físico entrei em um conflito psíquico, queme stá mais preso, eu ou aquela mosca (que no final das contas acabou sendo estraçalhada pelo meu pano-de-prato)? Eu, definitivamente. não me causa espanto, mas, hoje mesmo vi uma notícia que em alguma cidade perdida no interior desse país uma jaguatirica foi encontrada num quintal, em cima de uma árvore, e retorno à questão, quem está mais preso, eu ou a jaguatirica? e a resposta é a mesma, eu. sou eu quem estou mais preso. estou preso, pelos meus conflitos, pela minha situação, e me prendendo cada vez mais por causa de dúvidas, e pela cegueira que ainda insiste em habitar minh'alma. estou em um momento complicado da minha vida, e então, como aprendi desde criança, tudo nós devemos falar ao Pai, e relatar a Ele não só os nossos problemas, nem só as coisas q nos incomodam, mas tudo. e para ser bem sincero, não faço isso sempre. há dias em q converso com Ele como se fosse um amigo q estivesse ao meu lado sempre, há dias em q eu me lembro dEle antes de dormir, e há dias... não há dias em q haja esquecimento, masnão sei, há dias em q o sono me domina, ou a tristeza, ou o desanimo, e agora, falaremos desses dias, desses dias em q não há vontade. não é q falte vontade, ou q haja desistência, mas há dias em q não encontramos forças, e estou numa época desssas, sem forças. ja pedi a Ele q me desse forças, ou q meus pedidos (na verdade, tenho feito um único pedido há meses) fossem atendidos, mas nada acontece, e estou em um silêncio profundo há tempos. e esse silêncio me mata. não posso reclamar, nada tem faltado na minha casa. além de amor, carinho e proteção, temos arroz, feijão, carne e escovas de dentes todos os dias, e por isso eu agradeço sempre, a todo instante, sempre q penso nEle, sempre q vejo tudo o q está diante de mim em minha casa, não deixo de agradecer por nada. eu só queria q o meu pedido fosse atendido, e Caeiro, cale agora o seu verso sobre "dar-nos mais, seria tirar-nos mais", por que o q mais poderia me ser tirado? tenho o básico, vivo do básico, e tudo o q eu peço é um algo a mais, e peço há quase 6 meses. parece as vezes q Ele lá em cima não nos ouve, mas a minha vinda inteira, sempre me disseram q sim, ele nos ouve em tudo, e q para tudo tem um plano e um propósito. qual o propósito em me fazer passar pelo o q estou passando? tenho me torturado diariamente, a batalha pelo mundo universitário é cada dia mais árdua, e todos os poros da minha pele sabem como eu tenho me sacrificado por isso. sofro pressão por todos os lados, e principalmente, pressão de mim mesmo. eu preciso mudar algo nessa situação, mas, o q posso eu fazer? meu pedido, se estivesse ao meu alcance, eu ja o teria realizado,mas não, não posso, não está em mim o poder para realizá-lo, e então me recorro à minha fonte de socorro, mas esta parece q secou, ou q não me ouve mais. e então, vem um sentimento q é capaz de destruír qualquer um. qualquer homem, qualquer mulher. a culpa. a culpa vem vestida de preto e com uma foice (esta é muitas vezes a visão q nós temos da senhora morte, mas a culpa é algo q nos mata por dentro, e deixa o corpo vivente, assim nos transformamos em zumbis ambulantes, nada mais justo do q descrever a culpa como descreveria à morte)e pronto, vai uma no coração, uma na cabeça e ja não tenho mais forças nem para continuar a estudar geometria, nem para me concentrar em nada. a senhora culpa tem me corroído cada dia mais, e cada dia aperta mais o meu pequeno coração (não digo pequeno por causa do sentimentalismo, ms pq venho meu punho fechado, e sei q é pequeno. não é essa a proporcionalidade?) e a culpa me destrói. me cega. é impossível passar pelos meus problemas, iver na situação em q eu vivo e não se culpar. e então eu me recorro a Ele, mas o telefone está mudo, ou fora do gancho, ou ocupado, e poxa vida, Senhor, quando chegará a hora em q meu pedido será atendido? não é Você quem é unipresente e está em todos os lugares ao mesmo tempo? pq não está aqui, resolvendo este meu único pedido? por quê? o cansaço vem batendo, e as forças vão se acabando, enquanto isso eu, do fundo do poço, olho para o céu e peço mais uma vez: Senhor, atenda ao meu pedido, por favor?

domingo, 5 de julho de 2009

domingo = tédio

não sei, mas é um problema meu, e meu blog é onde desabafo; não agüento pessoas feias, e aquela desculpa de "vc não sabe como ele é legal" não rola cmg. hoje eu estou chatíssimo desde a hora em que fui acordado acordei. estou extremamente mal humorado, e não aguento mais certaz situações na minha vida. estou com problemas demais, e preciso começar a resolver os problemas mais fáceis. acontece q as vezes os mais fáceis se tornam os mais difíceis.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

contradição ao anterior

eu acabei de escrever sobre saudade, e lá vou eu me contradizer: não gosto de sentir saudade. se gostasse, provavelmente eu ligaria para meus amigos da escola, provavelmente olharia as fotos da minha formatura todos os dias, e provavelmente mandaria algum recado dizendo "vamos, vamos sair sim", mas os recados são sempre "a, marcamos qualquer coisa, qualquer dia" e essa qualquer coisa não aparece nunca, e por favor, qual dia é qualquer dia no calendário? eu não gosto das saudades. mentira, gosto de algumas. ai meu Deus, afirmo e nego. olha eu aqui, a contradição sem doçura. (3 minutos de pensamento). entendi. eu sinto saudades, e gosto das saudades, de ocasiões e tempos q podem ser repetidos, dos abraços, dos sorrisos. não gosto da saudade daquilo q nunca mais voltará, q é a escola, q são as piadas, q é aquele sarcófago feito à prota e q matava a todos de tanto rir. a saudade é uma contradição. as vezes doce, outras nem tanto.

a saudade

é engraçado e estranho ao mesmo tempo o q eu tenho sentido; saudades. mas não é aquela saudade q me mata, q me deixa triste, q faz cair lágrimas de mim, q me deixa raivoso, q me irrita, não. é aquela saudade boa, aquela vontade de te ter de volta rápido, é aquela esperança, é a saudade do riso dado ao seu lado, é saudade, é amor.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Glossina palpalis

não sei se é preguiça ou se é doença, mas nestes últimos dias minha rotina diária mudou, e se transformou em rotina notura, e a rotina noturna, continua sendo a mesma. o sono tem me perseguido. não sei se é forma de escapar da realidade em q tenho vivido, ou se é cansaço. não sei do q pode ser esse cansaço, pode ser de tudo, pode ser de todos; pode ser de mim mesmo. pode ser da realidade, ou da fantasia, pode ser da pressão. e isso me pegou também, a pressão. não sei se abaixou, e por isso tenho tanto sono, ou pode ter aumentado sobre mim, e por isso tenho tantado escapar dela por meio do sono, eu não sei, mas essa síndrome do sonho tomou conta de mim. são horas durante a tarde, horas durante a noite, e horas durante a manhã. e nunca estou satisfeito. quero sempre mais. insaciável. mergulhando cada vez mais neste mar, assim eu vou, até q eu me perca, ou me afogue.

domingo, 21 de junho de 2009

meus problemas não são tão grandes, minha infância foi feliz, tive apenas um grande problema na adolescência, dois amores q partiram meu coração, uma terapeuta q me ajudou em muito, um pai e uma mãe incompreensíveis, uma irmã invejosa, uma irmã sem posição, duas famílias religiosas, uma avó tradicional, uma avó mão-largada, um avô bom e desconhecido, um avô q me punha medo por seu jeito bravo de ser, mimos, uma mãe super-protetora, e uma redoma invisível.

domingo, 14 de junho de 2009

amar e seu novo significado

eu achei q nunca mais teria ninguém, e para ser sincero, eu ja deixara de acreditar no amor há muito tempo; o sonho com aquela paixão avassaladora ja não passava mais por aqui, e por este cérebro (e quem sabe pelo coração) o amor ja não era entendido, era desacreditado. e então eu comecei a criar paredes e muros entre eu e os meus sentimentos, e cada dia q passava essa proteção ficava maior. eu me protegi do amor e de suas dores, talvez pq eu só entendesse q o verbo amar trazia consigo o verbo sofrer, e tudo para mim foi tão relacionado, um com o outro, o outro com o um, e ja jurara: nunca mais sofreria por ninguém. mas então eu vi seus óculos escuros, e foi como se cada tijolo da minha proteção caísse, e minhas paredes desmoronaram, aos poucos, como deve ser. hoje não me protejo mais, e me entrego. minhas paredes e muros estão no chão, assim como meu antigo pensamento sobre amar e sofrer. agora, amar é sinônimo de ser feliz.

sábado, 13 de junho de 2009

acabei de ter uma certeza: parte do meu passado ficou para trás, e a página foi virada. agora eu quero é o meu presente, e quem comigo nele está, não me intersso mais em pessoas q se foram e q passaram, aquela novela mexicana em q eu vivia, acabou. (adeus, paola)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

culpa

se existe um sentimento capaz de destruir corações, lares e vidas, este sentimento é a culpa; chega aos poucos, e como o fogo em uma floresta, começa se alimentando de pequenas gramas, para depois se fortalecer e engolir árvores gigantescas; eu sei como é ter este sentimento, e pior do q ter, eu sei como é conviver com ele. sempre achei q a culpe de tudo fosse minha: o copo que quebrou, fui eu quem o colocou ali, o garçom servindo-me um copo d'água, a luta de classes que eu, como capitalista, adoro; as crises financeiras enfrentadas pela família (são duas as versões deste fato que me matam) este menino só gera gastos, e nunca lucro, e sua desarmonia com Deus fez com que Ele jogasse uma nuvem de gafanhotos sobre a minha família. e pois é, Deus sempre faz com que eu me sinta o grande culpado por todas as coisas, sempre, e é difícil conviver com isso, pois eu, um menino criado dentro da igreja, não me vejo ateu, não me vejo desacreditando em Deus, mas as vezes... é tão difícil, é tão difícil me sentir parte da família, é tão difícil me sentir vindo da minha mãe e do meu pai, é impossível me sentir dentro da igreja, é impossível. eu me olho no espelho, e mesmo q falem q eu sou a perfeita junção do meu pai e da minha mãe, não os vejo ali, eu vejo um menino com um olhar perdido, com o sorriso quebrado, com sentimentos enlouquecidos, eu vejo um futuro temido, e um apego ao passado, e eu vejo a culpa, q me corrói, lá dentro, me corrói; e este lá dentro se reflete aquipor fora, se reflete nas olheiras, se reflete na pele cansada, se reflete na falta de vontade, na tristeza sempre contida; a culpa se apresenta a mim como a grande vilã, e Deus se apresenta a mim como Pai de amor, mas também, como aquele q me julga, q aponta aquele dedo imenso q Ele deve ter na minha cara e pronto, acaba cmg. por favor, não me dê mais motivos para me sentir culpado...

quarta-feira, 10 de junho de 2009

chove lá, chove aqui

tem chuva la fora, e tem chuva aqui dentro também. é como se uma só completasse a outra, ou então, se eu saísse pela janela, certamente a minha chuva se misturaria à chuva natural. é uma hipérbole, há um exagero, mas estou triste hoje; minha amiga se foi. quem agora me acordará com tão bom humor quando eu não for à aula, quem fará meus bolos tão gostosos, quem fará meus doces preferidos, quem arrumará meu quarto com tanta delicadeza, quem mais, além dela, sabe qual o lustra-móveis q o cheiro me agrada tanto, quem põe os meus enfeites de estante tão perfeitamente posicinados além dela? eu sentirei saudades, e vc foi uma perda insubstituível.

terça-feira, 9 de junho de 2009

capital em crise

mais uma vez minha vida mudará, e recomeçará por um ponto q eu ja conheço, e q eu sei as dificultade q enfrentarei; não será fácil, haverão momentos em que pensarei em desistir de tudo, e meu psicológico não agüentará por muito, mas preciso ser forte. ja sou grande, nas outras vezes em q recomecei eu ainda era pequeno, e via tudo com meus olhos pequenos (porém grandes nos sonhos), entretanto hoje meus olhos grandes me alertam q não poderei ter o mesmo comportamento q tive aos 11 anos, estou às vésperas dos 18, muita coisa mudou. muita coisa mudará. as primeiras q mudaram foram minha empregada doméstica e minha psicóloga, q já não exercem mais suas funções para mim. minha família mais uma vez passará por tudo o q ja passou, e mesmo tudo tendo passado, nós nos mantivemos unidos, e assim espero permanecermos, Deus nunca nos abandonou, e sua fidelidade nos seguiu (e também nos guiou) até o presente minuto, e sei q ainda estará conosco. a mão q segura na minha, agora, precisará estar mais presente do q antes, e ter mais paciência, pois a minha carência ja aumentou. eu sei, não será fácil. mas precisarei mudar e me adaptar a este novo modelo de vida. a crise social causada pelo capitalismo chegou a mim.

(e uma vontade de chorar q há muito tempo não vinha aos meus olhos, de repente passou por aqui)

sábado, 6 de junho de 2009

ver como sua cor mudava tão rapidamente, e como aquelas luzes projetavam-te à minha frente, sentir cada pulso da batida como um pulso dos nossos corações, ouvir a sintonia em q respirávamos, e sentir vc por perto de mim por tanto tempo, brigar no começo do dia, e acabar, ainda ao seu lado, quase dezoito horas depois, com sua cabeça em meu ombro; cantar, rir, abraçar e me envolver, ter vc como meu cachecol, meu agasalho e minha proteção, ser a sua proteção, o seu agasalho e o seu cachecol, fazer declarações ao seu de britney, lady gaga, e até mesmo de stefany, me declarar, ouvir declarações, ver todas as cores q tocavam em vc... nunca foi tudo tão perfeito, nunca tive alguém tão perfeito, nunca uma noite pode acabar tão bem, nunca, mas esta aconteceu, e foi, inimaginavelmente, a melhor da minha vida.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

procurei, por muito tempo enterrar o meu passado, ou parte dele; mas recentemente algumas coisas vêm acontecendo, e percebo o quão raza eram as covas q cavei, bastando apenas um pequeno sopro para logo se ver o caixão. enquanto o caixão está à vista, não há nada para me atormentar, um caixão é só um símbolo do fim, um fim inevitável, e sei q pouco a pouco a terra cobrirá mais uma vez esses caixões, até q eu finalmente possa caminhas livremente, sem vê-los, sem senti-los, sem sentir o mal cheiro q de lá sai; este cemitério q tão mal ja me fez parece cada dia mais longe, e assim será.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Emudecer

meus amigos nunca foram os melhores do mundo, e confesso, muitas vezes engoli muitos sapos para tê-los junto a mim, muitas vezes me rebaixei muito, abaixei a cabeça, e deixei passarem por cima, muitas vezes mudei de opinião só para ser da turma, muitas vezes fiz muitas cosias q agradaram aos meus amigos, mas hoje em dia, quando olho para trás vejo q de nada valeu o esforço; para os amigos q ainda guardo, nada precisei mudar, os amigos q sempre estiveram ao meu lado, sempre estiveram ao meu lado, os amigos q me deram as mãos, sempre me deram as mãos, e aqueles por quem eu mudei, mudaram, e mudaram, e mudaram de mim, e eu me mudei deles, e eu me mudei.

sábado, 30 de maio de 2009

Adolescência

a adolescência é mesmo uma fase de mudanças, e melhor dizendo, difíceis mudanças; como se ja não bastassem as psíquicas pelas quais passei, agora, mais do q antes, enfrento as corpóreas. é estranho ver isso, mas cada vez q tiro a camiseta e me olho no espelho antes do banho, posso perceber como os pêlos no meu peito têm crescido e aumentado o seu volume, ainda são pequenos, e mal fazem uma sombra, mas isso ja me assusta; não só essa mudança me deixa com medo, todas as manhãs, ao lavar meu rosto depois de acordar posso também notar como a minha barba tem se espalhado, cada vez mais, pelo meu maxilar, pelas minhas bochechas, garganta, e meu rosto, como tudo tem se tornado menos visível por causa destes pequenos pêlos; os que ficam ao redor do umbigo crescem mais velozmente do q consigo arrancá-los, e ja estou quase desistindo desta missão, sempre me encontro com algum machucado, ou alguma imperfeição na pele, de tanto q eu ja arranquei pequenos pêlos daquele mesmo poro; os genitais ja me acompanham há algum tempo, e estes não me incomodam, servem para cobrir meu sexo, e não deixá-lo tão à mostra, afinal, é para isso q usamos roupas, e eu diria q esta é a roupa do meu corpo, não q eu me envergonhe do meu órgão, nunca, mas simplesmente sinto q assim ele está mais protegido; a adolescências e suas mudanças, com as crises psicológicas e crises hormonais, quem nunca passou por isso, eu sei, é terrível passar, mas no futuro poderei perceber seus resultados, meu corpo de criança se vai, e é como se uma arnha trocasse seu exoesqueleto, e assim o trocasse, sempre q necessário.
eu posso ver o mundo sendo destruído, posso sentir escombros enconstando em mim, posso perceber como as paredes andam fracas utimamente, vejo portas q não se fecham mais e janelas q estarão para sempre abertas, sinto feridas q me tocam e não se curam, sinto frio e calor ao mesmo tempo, olhares q me desaprovam estão sobre mim em todo instante, cobrança, pressão, sono e tragédia, eu sinto tudo isso e tudo, de repente, veio até mim, chegou como um temporal daqueles q pareciam q não ser mais do q garoas; mentira, eu o vi chegando e sei a causa de tudo isso, eu ouvi os gritos q fizeram as primeiras gotas caírem, eu senti o vento forte no meu cabelo, eu vi o céu escurercer e ficar um roxo escuro, eu vi os raios e os trovões, eu senti tudo, tudo passou diante dos meus olhos, e nem para onde me esconder eu tinha, agora tenho, e sei q mesmo com o mundo se acabando eu só quero estar em um lugar, nos seus braços.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

mudanças

não tenho mais escrito muito por aqui; deve ser porque os gritos q soavam aqui dentro se acalmaram, e as águas q antes turbulentas eram, são agora, para mim, como pequenos riachos; tudo tem mudado de lugar, e onde havia dor e medo há agora calma e mansidão; o problema é se meu estômago quiser bater no lugar do coração.